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Leituras do mês | Março 2015

Março foi um mês tenso. Já começo dizendo que não concluí leitura nenhuma. Comecei umas, acumulei, intercalei com leituras para os estudos, desejei começar mais livros ainda… E finalmente tomei uma decisão: é preciso foco. O plano é, portanto, finalizar as leituras em andamento e escolher com mais cuidado os livros no futuro, até mesmo para eu cumprir meus propósitos de ler certas coisas que eu havia selecionado. Então vamos lá.

Lendo:

Leituras em andamento março/abril 2015

Anna Kariênina
É verdade que não avancei uma linha desde a última retrospectiva mensal, mas ainda considero que esta é uma leitura em andamento. É muito improvável que eu leia muito dele em abril, visto que tenho outras coisas que pretendo terminar, e também trata-se de um livro muito difícil de carregar.

Os trabalhadores do mar
Já deixei de lado, perdi, encontrei de novo e nada de terminar.

Far from the madding crowd
Neste eu estava indo até bem, mas acabei substituindo a leitura dele por outro livro que eu pretendia concluir ainda em março. Não deu certo, mas ainda quero finalizá-lo neste mês para pegar a estreia da adaptação cinematográfica.

Little women
Leitura conjunta com a Michelle do blog Resumo da Ópera, como parte do Desafio do Skoob (que acontece no Facebook). Nenhuma de nós duas conseguiu terminar, mas teve mais gente lendo e é possível encontrar algumas resenhas, como a da Aline Aimée do Little Doll House.

Ficciones
Para deixar de ter vergonha na cara, resolvi começar finalmente a ler livros para o projeto (até agora apenas anunciado) Por que ler os clássicos. Trata-se de um livro curto, de contos, mas de maneira alguma simples. Em um dia que tinha que pegar um ônibus para o outro lado da cidade carreguei esse livro pensando em praticamente terminá-lo e, surprise surprise, terminei UM mísero conto.

Contos de auto ajuda para pessoas excessivamente otimistas
Este, sim, é um que eu poderia ter terminado. (Resolução: sair da frente deste computador ao terminar este post e finalmente finalizar essa leitura.) E mais ainda: eu deveria ter lido há alguns meses atrás, visto que se trata de um presente do próprio autor que é meu amigo! (Estou me sentindo um péssimo ser humano neste momento.)

Como é possível perceber, na fúria de abraçar o mundo, representado pelas minhas estantes, eu fui começando e começando livros até chegar à incrível marca de seis leituras simultâneas. E é chegado o momento do basta. A intenção agora é, portanto, finalizar cinco livros (a exceção fica por conta de Anna Kariênina) para poder partir para outras leituras, as quais pretendo planejar com mais cuidado para dar conta de ler mais mulheres, os autores que desejo conhecer ou conhecer mais em 2015 e avançar no projeto Por que ler os clássicos.

Vídeo: Leituras do mês | Fevereiro de 2015

LIVROS MENCIONADOS:

O talentoso Ripley, de Patricia Highsmith

O barão nas árvores, de Italo Calvino

Um, dois e já, de Inés Bortagaray

Cada homem é uma raça, de Mia Couto

A visita cruel do tempo, de Jennifer Egan

Um teto todo seu, Virginia Woolf

Panorama em leituras: março de 2014

Passando da metade do mês de abril e passando muito da hora, aqui vai o post com minhas leituras do mês de março.

Sandman Vol.1Sandman, Vol.1: prelúdios e noturnos, de Neil Gaiman
The Sandman, Vol.1: Preludes and Nocturnes

Na verdade esta foi uma releitura. Já tinha lido este volume há alguns anos, porém em português. Sandman é simplesmente genial, não tenho mais o que falar sobre. Foi a segunda obra do Neil Gaiman que li (comecei com Stardust) e realmente me abriu mais possibilidades ainda para o que quadrinhos poderiam ser.

Azul é a cor mais quenteAzul é a cor mais quente, de Julie Maroh
Le bleu est un coleur chaude

Confesso que fui com muita sede ao pote neste aqui. Não que não tenha gostado, mas talvez esperasse demais (demais do tipo “mudou minha vida para sempre!”), o que nunca é uma boa coisa, nem para livros nem para qualquer coisa. É uma história muito bonita, contada de uma maneira delicada, embora de maneira alguma leve.

O passado, de Alan PaulsO passado, de Alan Pauls
El pasado

Depois de um tempo me enrolando com esse livro consegui finalizar a leitura no começo de março. Já tem uma resenha aqui. Ainda fico em cima do muro com esse livro, não sei qual é meu sentimento em relação a ele, mas é definitivamente uma história pesada de obsessão, amor doentio, um amor na verdade que não sabemos se já chegou na loucura.

Os_gatosOs gatos, de Patricia Highsmith

Nunca havia lido nada da Patricia Highsmith e fiquei interessada. Na verdade esse foi um dos livrinhos que passou na frente, que vi na prateleira da livraria e tive que começar a ler imediatamente. Para quem não sabe, eu adoro gatos, já morei com alguns e neste momento tenho a minha gatinha Margot deitada, preguiçosa toda vida, na minha cama. Os gatos reúne contos, poemas e desenhos da Patricia Highsmith sobre gatos. Gostei especialmente de um conto que tem o próprio gato como protagonista, fico olhando aqui para a Margotzinha e imaginando o que ela deve achar da vida.

O nome da rosaO nome da rosa, de Umberto Eco
Il nome della rosa

A grande leitura do mês e sem dúvida alguma da vida. Demorei bastante para finalmente decidir pegar esse livro e seguir adiante com a leitura, mas acredito que li no momento certo. A resenha está aqui. Sem sombra de dúvidas esta é A recomendação dentre todos os livros lidos em março.

E é isso! O mês de abril já está bem avançado e infelizmente não parece que vai ter tantas leituras assim. Infelizmente outras atividades entram no meio e as obrigações sempre ganham da diversão… 

Panorama em leituras: fevereiro de 2014

De volta à vida de estudante, de volta ao encurtamento do tempo. É verdade que eu adoro estar o dia inteiro na universidade, mas a mudança na rotina requer também uns ajustes. Traduzindo: o que acontece é que eu sou péssima para organizar o tempo e estou querendo aqui justificar para mim mesma o porque de continuar lendo tão pouco.

Mas vamos lá.

Valente por Opção, de Vitor Cafaggi

Valente Por OpçãoMe faltava este último livrinho com as aventuras amorosas do cãozinho Valente, e fiquei guardando e poupando esta leitura até o finalzinho, até não aguentar mais. Como falei no post sobre o Cafaggi, Valente foi meu primeiro encontro com o quadrinista – um encontro do acaso, daquelas descobertas literárias que fazemos sozinhos e que dão uma felicidade enorme. Sabe como? É lindo ver Valente crescendo, indo para a faculdade e passando pelas mesmas coisas que eu passei (e muita gente deve ter passado também). Como disse antes, a beleza dessas tirinhas é justamente essa facilidade com que nos reconhecemos, pegando aquelas memórias mais queridas e nostálgicas.

Laços, de Vítor e Lu Cafaggi

LaçosMe faltava ainda o quadrinho pelo qual o Cafaggi fez sua fama nacional. Esse aqui foi outro que eu guardei e fiz o maior ritual para ler: café, bolo, finzinho de tarde de domingo, com o tempo ficando mais fresquinho… E que delícia mesmo! O propósito de fazer da aventura uma daquelas dignas de filme dos anos 80 de sessão da tarde foi realmente alcançado. Fiquei pensando em “Goonies”, “Conta Comigo”… Essas histórias de amizade, tão inocentes, que realmente estão na base das nossas infâncias. Lindo mesmo!

Obs.: gostaria de aproveitar o momento para dizer que o Lipão (conhecido no mundo dos quadrinhos mais como Garrocho) e o Damasceno, responsáveis pelo lindo e excelente “Achados e Perdidos” e pela página www.quadrinhosrasos.com (e que lançam seus trabalhos pelo selo Pandemônio, onde o Cafaggi lançou seu primeiro Valente), já anunciaram no último FIQ que também farão uma história para a MSP Graphic – do Bidu!!!!

Bonsai, de Alejandro Zambra

BonsaiFazia séculos que por algum motivo inexplicável eu queria ler este livro. Ainda não sei direito como ou o que falar sobre, mas é realmente recomendável. Realmente um romance podado como um bonsai (até em tamanho, pois é super curtinho!).

A Vida Privada das Árvores, de Alejandro Zambra

A Vida Privada das ÁrovresFui emendando uma leitura na outra, na fúria que estava por este autor. Gostei mais deste último, talvez mesmo pelo estilo, por umas frases e palavras que são bastante inusitadas. No geral, gostei bastante deste escritor. A literatura latino-americana tem realmente algo muito particular, um jeito com as palavras que pelo menos me tocam muito mais.

Coração, de Edmondo de Amicis
Cuore

Coração (Edmondo de Amicis)Uma leitura um pouco mais arrastada para mim, porque o tema de exaltação da nação italiana acabou me cansando, como disse nessa resenha aqui.

O Sol é Para Todos, de Harper Lee
To Kill a Mockingbird

ToKillaMockingbirdFalei mais prolongadamente na resenha que publiquei aqui: um livro excelente, que realmente cutuca a ferida e escancara sérios problemas sociais. Fico imaginando mesmo o bafafá que causou quando foi lançado e das inúmeras possibilidades de ser trabalhado em escola. Num momento no qual vemos manifestações de racismo no futebol (e por indígenas!), quando um negro fica preso injustamente por dias, quando as pessoas resolvem fazer justiça com as próprias mãos e atacam invariavelmente negros, é realmente muito relevante esse tipo de leitura e discussão. Particularmente gosto bastante também de narrativas que trazem o ponto de vista de crianças: como crianças repetem o comportamento adulto, elas acabam deixando bem claros os problemas e os preconceitos.
Obs.: este livro foi parte também o Desafio Literário do Skoob. Tema do mês de fevereiro: clássicos da literatura mundial.

E foi isso. Um mês razoável em leituras de diversão, vamos ver o que o mês de março trará…

Panorama em leituras: janeiro de 2014

Eu tinha grandes expectativas para o mês de férias. Só não processei o fato de que “férias” era uma palavra muito forte para o que não passava de “não ter aulas” – porque o trabalho, este impiedoso, não para nunca.

1Q84, de Haruki Murakami

1q84EN Comecei o ano terminando, finalmente, “1Q84”, do Haruki Murakami. Havia começado no ano passado e por causa da dificuldade de transportar esse tijolo (nota mental: evital edições em volume único) acabou que fui deixando de lado e de lado, até que ele ficou no standby. Já havia lido os dois primeiros livros, mas vou contabilizar como leitura de 2014 porque terminei a obra completa só agora.

1q84PT

E o que dizer? Bem, difícil falar sobre esse livro, mas de maneira geral posso afirmar que foi nhé. A trama entrelaçada, cheia de mistérios, coisas estranhas e ligações curiosas me fez pensar em algo muito elaborado e que no final das contas acabou me decepcionando. A bem da verdade, não entendi o porque de tanto para tão pouco. Além disso, os personagens não me chamaram a atenção e a escrita talvez menos ainda. Uma decepção que, depois de tanto esforço, me fez desistir do Murakami por algum tempo.

Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley
Brave New World

AdmiravelMundoNovo

E enquanto terminava “1Q84” nas horas de folga em casa, carregava na bolsa esta outra distopia. Geralmente citado junto de “1984” (George Orwell), “Admirável Mundo Novo” me pareceu mais interessante. O tipo de sociedade, o tipo de homem e controle exercido… Controle que, se parece exagerado, não é de todo absurdo. O condicionamento é algo que vira e mexe discutimos, seja para questionar nossos modos de consumo até padrões de beleza. Me pareceu uma leitura interessante e talvez tivesse aproveitado mais (porque me chocaria mais) se tivesse lido na adolescência.

Valente para Todas, de Vitor Cafaggi

ValenteParaTodasEventualmente farei um post só sobre o Cafaggi. Fica aqui então, por enquanto, o registro da minha surpresa ao entrar na Livraria Leitura e dar de cara com um display cheio de Valentes. Já tinha o primeiro, que foi minha introdução a este lindo mundo criado pelo quadrinista, então já fui pegando os outros dois (o terceiro devo estar poupando, porque nunca que me animo de ler para ter ainda algo do Cafaggi de novo me esperando!). Continua lindo, mas mais profundo ainda, falando das contradições e dúvidas de adolescentes (e adultos), em dilemas muito reais e ainda assim comoventes e engraçados.

Meio Sol Amarelo, de Chimamanda Ngozi Adichie
Half of a Yellow Sun

HalfOfAYellowSunPara minhas impressões completas sobre essa leitra, é só clicar aqui.

MeioSolAmareloChimamanda (sim, chamo ela nessa intimidade do primeiro nome por algum motivo desconhecido) me comoveu, me mostrou uma nova África ao falar somente sobre a Nigéria, quebrando com aquela imagem de falta de diversidade em um continente, como se ele fosse todo uniforme. Me fez experimentar um pouco da guerra, ainda que não chegue perto de ser realmente uma vivência; pensar em crenças, descrenças, do que somos ou não capazes e da imprevisibilidade de tudo: do mundo, da vida, do ser humano. Enfim, um livro muito bonito que, embora ficcional, não deixa de ser um livro de memórias.

Ainda me arrastei e continuo me arrastando na leitura de “O Passado”, de Alan Pauls, um livro profundo, um pouco complicado às vezes e que me exige um tanto mais de concentração. Comecei também no último dia o simples “Coração”, de Edmondo de Amicis, que entrou na roda justamente para ser um mini descanso e uma descontração da minha outra leitura mais profunda.

E você, o que leu neste mês?