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Vídeo: The Beatles Book Tag

O vídeo é de novembro de 2014, mas na correria da vida esqueci de postar por aqui.

Tag criada por:

Aline Aimée
https://www.youtube.com/channel/UC_D6jkHnMy94C6V-VTnGzJg
www.little-doll-house.com

Tatianne Dantas (no país das entrelinhas):
https://www.youtube.com/user/paisdasentrelinhas
http://nopaisdasentrelinhas.blogspot.com/

1. Twist and Shout – um livro que sempre te deixa feliz.
2. All my loving – um livro com uma história romântica
3. Across the universe – um livro transcendente
4. Help! – um livro onde o protagonista sofra/coma o pão que o diabo amassou.
5. Beatles For Sale – um best seller favorito
6. Penny Lane – um livro que te lembre o lugar onde você nasceu
7. In my life – biografia ou memória favorita
8. Strawberry Fields Forever – um livro que te fez crescer de alguma forma
9. Revolver – livro policial favorito
10. Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band – livro fantástico favorito
11. Magical Mistery Tour – um livro que contenha um universo mágico, fantasioso, surreal.
12. White Album – um calhamaço (só porque o álbum é duplo, rs)
13. The long and winding road – um livro triste
14. Revolution – um livro com personagem questionador

Músicas do vídeo:
Here comes the sun
Let it be

Feira: Fevereiro de 2014

Não gosto das lamentações sobre excessos de compras de livros, puramente porque quase todo mundo faz aquela reclamação pelas metades, do tipo “me sinto culpada, mas na verdade não”. É o que acontece comigo. O momento de arrependimento real vem quando olho pra minha conta, porque eu voltei a ser estagiária (o que foi ótimo para minha vida, mas para os dinheiros…), mas vira e mexe esqueço disso.

Enfim, sem mais delongas, os novinhos:

 

Coração das Trevas, Rebecca, O Sol é Para Todos

Rebecca, Heart Of Darkness, To Kill a Mockingbird

The Book Depository

Heart of Darkness (Coração das Trevas), de Joseph Conrad
Sempre colocava esse no carrinho e nunca levava. Agora foi.
Rebecca, de Daphne Du Maurier
Fiquei empolgadíssima depois de ver a vídeo resenha da Lesley, do WordsOfaReader.
To Kill a Mockingbird (O Sol é Para Todos), de Harper Lee
O Videl, do Ratos Letrados, me convenceu. Também tinha lido Ratos e Homens por indicação dele e gostado muito, então estou confiando cada vez mais nas indicações.

To Kill a Mockingbird já ganhou resenha aqui. Os outros andam aqui me olhando e aguardando ansiosamente a vez de serem lidos – o que espero que seja logo. Alguém aí já leu algum desses?

Panorama em leituras: fevereiro de 2014

De volta à vida de estudante, de volta ao encurtamento do tempo. É verdade que eu adoro estar o dia inteiro na universidade, mas a mudança na rotina requer também uns ajustes. Traduzindo: o que acontece é que eu sou péssima para organizar o tempo e estou querendo aqui justificar para mim mesma o porque de continuar lendo tão pouco.

Mas vamos lá.

Valente por Opção, de Vitor Cafaggi

Valente Por OpçãoMe faltava este último livrinho com as aventuras amorosas do cãozinho Valente, e fiquei guardando e poupando esta leitura até o finalzinho, até não aguentar mais. Como falei no post sobre o Cafaggi, Valente foi meu primeiro encontro com o quadrinista – um encontro do acaso, daquelas descobertas literárias que fazemos sozinhos e que dão uma felicidade enorme. Sabe como? É lindo ver Valente crescendo, indo para a faculdade e passando pelas mesmas coisas que eu passei (e muita gente deve ter passado também). Como disse antes, a beleza dessas tirinhas é justamente essa facilidade com que nos reconhecemos, pegando aquelas memórias mais queridas e nostálgicas.

Laços, de Vítor e Lu Cafaggi

LaçosMe faltava ainda o quadrinho pelo qual o Cafaggi fez sua fama nacional. Esse aqui foi outro que eu guardei e fiz o maior ritual para ler: café, bolo, finzinho de tarde de domingo, com o tempo ficando mais fresquinho… E que delícia mesmo! O propósito de fazer da aventura uma daquelas dignas de filme dos anos 80 de sessão da tarde foi realmente alcançado. Fiquei pensando em “Goonies”, “Conta Comigo”… Essas histórias de amizade, tão inocentes, que realmente estão na base das nossas infâncias. Lindo mesmo!

Obs.: gostaria de aproveitar o momento para dizer que o Lipão (conhecido no mundo dos quadrinhos mais como Garrocho) e o Damasceno, responsáveis pelo lindo e excelente “Achados e Perdidos” e pela página www.quadrinhosrasos.com (e que lançam seus trabalhos pelo selo Pandemônio, onde o Cafaggi lançou seu primeiro Valente), já anunciaram no último FIQ que também farão uma história para a MSP Graphic – do Bidu!!!!

Bonsai, de Alejandro Zambra

BonsaiFazia séculos que por algum motivo inexplicável eu queria ler este livro. Ainda não sei direito como ou o que falar sobre, mas é realmente recomendável. Realmente um romance podado como um bonsai (até em tamanho, pois é super curtinho!).

A Vida Privada das Árvores, de Alejandro Zambra

A Vida Privada das ÁrovresFui emendando uma leitura na outra, na fúria que estava por este autor. Gostei mais deste último, talvez mesmo pelo estilo, por umas frases e palavras que são bastante inusitadas. No geral, gostei bastante deste escritor. A literatura latino-americana tem realmente algo muito particular, um jeito com as palavras que pelo menos me tocam muito mais.

Coração, de Edmondo de Amicis
Cuore

Coração (Edmondo de Amicis)Uma leitura um pouco mais arrastada para mim, porque o tema de exaltação da nação italiana acabou me cansando, como disse nessa resenha aqui.

O Sol é Para Todos, de Harper Lee
To Kill a Mockingbird

ToKillaMockingbirdFalei mais prolongadamente na resenha que publiquei aqui: um livro excelente, que realmente cutuca a ferida e escancara sérios problemas sociais. Fico imaginando mesmo o bafafá que causou quando foi lançado e das inúmeras possibilidades de ser trabalhado em escola. Num momento no qual vemos manifestações de racismo no futebol (e por indígenas!), quando um negro fica preso injustamente por dias, quando as pessoas resolvem fazer justiça com as próprias mãos e atacam invariavelmente negros, é realmente muito relevante esse tipo de leitura e discussão. Particularmente gosto bastante também de narrativas que trazem o ponto de vista de crianças: como crianças repetem o comportamento adulto, elas acabam deixando bem claros os problemas e os preconceitos.
Obs.: este livro foi parte também o Desafio Literário do Skoob. Tema do mês de fevereiro: clássicos da literatura mundial.

E foi isso. Um mês razoável em leituras de diversão, vamos ver o que o mês de março trará…

Café, pão de queijo e… O Sol é Para Todos

Atticus Finch é um desses nomes que eu já conhecia. Associava somente ao Gregory Peck, sem ter ideia de que tipo de personagem ele era, em que história ele aparecia. Aliás, essa é a minha maneira preferida de começar a ler um livro: sem saber nada sobre a trama. Foi assim, então, que cheguei em “O sol é para todos”.

ToKillaMockingbirdPublicado originalmente nos Estados Unidos em 1960, a história de Harper Lee é contada em primeira pessoa, sob o ponto de vista de uma menina entre seus 6 e quase 9 anos de idade. É pelo olhar particular de crianças que somos apresentados às pessoas da pequena cidade de Maycomb, no estado do Alabama, nos anos 1930.

Fica clara a razão deste livro ter se tornado um clássico instantâneo nos EUA. À época de sua publicação, os movimentos no sul do país pelos direitos civis dos negros estava em evidência, com protestos e manifestações tomando formas cada vez mais definidas. “O sol é para todos” escancarou um grande problema social americano, a segregação racial, de forma delicada embora contundente.

Ao longo das páginas, vamos construindo uma ideia do que é a sociedade da pequena cidade sulista. O círculo em evidência é formado por brancos de situação financeira razoável (é o período de depressão). Nas periferias, temos os pequenos agricultores – pobres – e os negros. Aprendemos junto com as crianças o que significa pertencer a cada um desses grupos, quem excluir, como interpretar certos aspectos, seja a roupa, o modo de falar, as escolhas de vida. Os adultos, ao descreverem algo, prescrevem como se comportar perante aquilo. No entender das crianças, no entanto, o modo de pensar que nós como leitores acabamos assumindo, as explicações parecem capengas: argumentos pobres e verdades que se aplicam a uns e não a outros.

OSoléParaTodosE porque estamos vendo tudo pelos olhos dessas crianças, a figura de Atticus Finch assume aquele ar heróico que tendemos a conferir a nossos pais. E certamente é um personagem fantástico! Parte dele o fio condutor da história: colocar-se no lugar do outro. Ao tentar assumir um outro ponto de vista, evidenciam-se as diferenças, os privilégios – e as covardias.

É difícil falar muito de “O sol é para todos” sem cair em spoilers, então vou ficando por aqui. Uma leitura deliciosa, emocionante (sem ser piegas) e incrivelmente (e infelizmente) válida ainda hoje.

Título original: To kill a mockingbird
Ano de publicação: 1960
Idioma original: Inglês

Título em português: O sol é para todos
Ano de publicação: 2006
Editora: José Olympio
364 páginas
(Esgotado)