Arquivo da categoria: Sobre livros

O que a gente não vê na internet: “O filtro invisível” | Eli Pariser

Ando pensando muito em internet. Acredito que muita gente já sabe ou chegou às mesmas conclusões a respeito do assunto há muito tempo atrás e as coisas que direi podem parecer óbvias (são mesmo), mas pra mim, apesar de razoavelmente evidentes, são pontos sobre os quais eu nunca tinha refletido seriamente.

Depois de ler 24/7 Capitalismo tardio e os fins do sono (ainda devo falar sobre esse livro), do Jonathan Crary, uma onda de pessimismo adentrou meu ser e firmou-se aqui. Esse livrinho fala de muita coisa, mas o que me chamou a atenção foi o alerta que ele faz para a impossibilidade de se escapar da logica do capitalismo utilizando ferramentas produzidas dentro do sistema. É um ponto de vista aterrador para quem, como eu, sempre pensou na internet como uma possibilidade de mudança no sentido de ser uma rede que viabilize a resistência e a solidariedade.

Nesse clima, fui ler O filtro invisível: o que a internet está escondendo de você, do ativista de internet Eli Pariser. Esse cara obviamente não concorda com o ponto de vista do Crary: ele é co-fundador do Avaaz, por exemplo. O tom aqui, portanto, é bem menos fatalista em comparação com 24/7, mas não deixa de levantar questões muito importantes no que diz respeito ao funcionamento da internet e dos serviços que utilizamos diariamente na rede – e que, problematicamente, não sabemos como funciona.

O filtro invisível, de Eli Pariser

Considero o livro ainda muito superficial apesar das suas 258 páginas: não há desenvolvimento e preocupação em construir um embasamento mais sólido para as ideias que são expostas. Contudo, embora Pariser não se aprofunde nas consequências, o livro é interessante pelos fatos que ele apresenta – e que eu não conhecia.

Me chamaram a atenção em especial três pontos: i) a existência de empresas totalmente desconhecidas, ao contrário de Google e Facebook, e que vivem exclusivamente de recolher dados sobre usuários e vendê-los; ii) o fato de que nem mesmo as pessoas que trabalham construindo os filtros na internet entendem exatamente como funcionam; e iii) o jogo de relevância entre o que interessa a níveis pessoal e social.

Mas começando do começo, o argumento do livro de Pariser é: a internet não te apresenta nada neutro, existem filtros para cada busca e mesmo para a simples navegação. Esses filtros apresentam o que acreditam ser de seu interesse, baseados no seu histórico de navegação. Isto quer dizer, então, que seus dados estão sendo recolhidos e usados para que você se mantenha o maior tempo possível conectado, especificamente consumindo. Bem, já sabemos disso: cada vez que procuramos um produto qualquer na internet e depois ficamos vendo aquela mesma coisa anunciada no Facebook, em todas as janelas de propaganda em qualquer site e até mesmo recebendo emails perguntando se queremos concluir a compra. Mas existem dois problemas com isso.

Em primeiro lugar, isto quer dizer que existem dados nossos que estão sendo recolhidos e armazenados em algum lugar por alguém. Google e Facebook fazem isso, sim, mas existem outras empresas que se dedicam exclusivamente a este negócio. Sim, negócio. Nossas informações são comercializadas, nós mesmos somos transformados em produtos sem saber e sem ganhar nada com isso.

O que nos leva ao segundo ponto: aparentemente ninguém sabe exatamente como esses filtros funcionam. Nós, usuários, sabemos nada ou muito pouco sobre como nossos dados são recolhidos (e acredite, esse recolhimento vai muito além dos formulários que preenchemos e entregamos livremente): palavras que usamos, em que horários estamos conectados, onde, de quais aparelhos etc. Pior, vai ficando cada vez mais difícil distinguir o que é a propaganda filtrada para você do que não é. Saindo da propaganda e ampliando para a internet como um todo, já não há como não receber algo filtrado especialmente para você (mesmo estando deslogado do Google, por exemplo, existem outras informações recolhidas que atuam na construção do filtro). Os algoritmos em cima de algoritmos ficaram de fato tão complexos que, segundo entrevistado de Pariser, nem quem trabalha construindo os filtros entende muito bem como eles funcionam de fato.

Por fim, a relevância: no vídeo acima, Pariser começa justamente falando das diferenças que aparecem de pessoa para pessoa no feed de notícias do Facebook e nos resultados de buscas no Google. Me parece um assunto que dá pano pra manga, viu, fiquei pensando horrores aqui sobre isso e acho difícil escrever sobre o assunto. Primeiro, os filtros mostram o que acham que você quer ver em detrimento do que você deveria ver. Mas aqui coloca-se um problema e-nor-me: Pariser é um tanto quanto romântico quanto ao jornalismo, esquecendo que essa mídia toda poderosa também tem seus sérios defeitos, incluindo um histórico de manipulação que é horroroso. A questão que acho importante aqui é: estamos perdendo nosso senso de comunidade devido às referências tão díspares que recebemos a partir de um mundo na internet filtrado especificamente para o indivíduo, e não para um grupo social? Olha, dá pano pra manga, dá muito pano pra manga.

Dava pra eu emendar aqui com outras coisas, mas vou puxando o barco e encerrando. Deixo duas dicas de vídeos ainda:

  • Sobre as informações que damos voluntariamente em troca de serviços aparentemente gratuitos como emails e contas em redes sociais, temos o documentário Terms and Conditions May Apply, de 2013, que está disponível no Netflix. O problema dele é dizer mais sobre a possibilidade que essas empresas tem de entregar nossas informações ao governo (um problemão, óbvio) e menos sobre vender para outras empresas visando a propaganda, algo que já está acontecendo pesadamente.
  • Sobre a seleção de conteúdo, o vídeo do Sempre um Papo com Mário Sérgio Cortella e Gilberto Dimenstein discutindo as ideias de seu livro em co-autoria, A Era da Curadoria. Me parece um contraponto interessante, pois desloca para a necessidade de termos filtros, mas aponta para quais as figuras sociais deveriam ser responsáveis e com que propósito.

Encerro então, sabendo que um sem mundo de discussões foram deixadas de lado por enquanto. Como dá para perceber, então, O filtro invisível passa por um sem número de questões, mas peca seriamente em desenvolver pontos que são muito problemáticos e de forma alguma fechados. Na verdade, muitos temas são cabeludos mesmo (esse da relevância, vejam só que cilada maravilhosa seria entrar nisso) e mereceriam pelo menos a exposição da extensão do problema que colocam.

#LendoADitadura: Sombras de reis barbudos | José J. Veiga

Às vésperas de um episódio que sem sombra de dúvidas entrará para os acontecimentos mais importantes da história do Brasil, resolvi finalmente publicar sobre o livro Sombras de reis barbudos, do goiano José J. Veiga, que li ainda no ano passado como parte do projeto Lendo a Ditadura, criado pela Paula Dutra do blog Pipa não sabe voar.

Sombras de reis barbudos foi publicado em 1972, no período mais repressivo, mais duro da ditatura militar no Brasil. Conta a história de uma cidadezinha na qual se instala uma fábrica, empreendimento do tio do narrador da história. O tio chega cheio de ideias de modernidade, de inovação. Contudo, logo é deposto do seu posto de diretor da fábrica e afastado mesmo da cidade. A fábrica, neste ponto central para a população local, passa a concentrar mais e mais poder, a ponto de ditar regras para as pessoas e para a cidade.

São construídos muros altos pela cidade a ponto de as pessoas não verem umas às outras, a vigilância para o cumprimento das leis impostas pela fábrica é dada a alguns fiscais – dentre eles, o pai do narrador da história, que usa uma farda impecável para se diferenciar dos não-fiscais.

A história é toda uma alegoria aos regimes repressivos, mas o que mais me chamou a atenção foi ser contada do ponto de vista de um menino que vê seu cotidiano ser afetado. Não se trata, como algumas das narrativas mais famosas sobre o assunto, de pessoas diretamente envolvidas na briga política dentro de partidos ou movimentos sociais, seja para um lado ou outro. Trata-se, em Sombras de reis barbudos, de como o medo e o distanciamento em relação aos outros se instalam em nossas vidas de maneira quase imperceptível. De como esse próprio medo dirigido a tudo e a nada nos impulsiona ao ódio contra o outro.

Poderes ilimitados, a vigilância constante que um grupo é capaz de exercer sobre todo o resto, também é associada a um tema que hoje é tema central de todas as discussões sobre política no país: a corrupção. Os fiscais escolhem quem e o que vigiar, denunciar e punir, campo aberto para a “troca de favores”, para o uso do que seria público em benefício particular. (Talvez seja válido, a essa altura, aquele questionamento clássico de Alan Moore em Watchmen: quem vigia os vigilantes? – Moro, Gilmar Mendes, Globo & cia., here’s looking at you.)

Durante toda a história não sabemos o que a fábrica faz. Fábrica de que, para que…? Este estado de incompletude quanto ao quadro geral vai se intensificando ao longo da história: os próprios personagens não parecem saber muito do que acontece, salvo pelo fato de estarem sob vigilância fechada. É uma ignorância aprisionadora.

A mensagem ao final é esperançosa, embora sombria. Sem poder olhar para o lado, sem estabelecer vínculos, as pessoas passam a olhar para o céu, a admirar os urubus que sobrevoam a cidade – e por fim passam, elas mesmas, a voar. O final me pareceu aberto às interpretações: o vôo é subversão ou mero passatempo? É tática de insurgência ou fuga da realidade?


Sobre o vídeo do Leia a Ditadura

Desde que fiz o vídeo sobre o projeto, mudei muitas coisas que penso. Mesmo porque li mais, conversei mais… Foi bom, mas há tempo que guardo algumas coisas para falar, que tinha planejado dizer em vídeo, mas já que não estou fazendo vídeos, digo aqui.

A Paula me alertou para algo logo que o vídeo saiu e de fato eu falei algo de modo muito simplificado e, desta forma, acabei dizendo outra coisa. Eu disse que não seria uma aula de história a mudar as ideias das pessoas acerca da ditadura militar no Brasil, e quero consertar essa fala.

Pensei, naquele momento, na ideia de uma aula de história estilo “aulão” de cursinho ou mesmo a uma ideia que tem sido muito veiculada em memes na internet que ligam a história a ideia de verdade. É comum ouvirmos que “a história revelará a verdade” ou que “é preciso conhecer a história para estar do lado certo”. Defendo, sim, o ensino de história e a história como disciplina. Quando disse o que disse, me referia a esta concepção de história factual. Neste sentido, reitero que não seria uma aula factual de história que mudaria a visão das pessoas.

Entretanto, acredito que o conhecimento histórico é importante porque evidencia os embates pela construção de uma narrativa histórica: por que acreditamos no que acreditamos, como foi construída essa ideia e, em muitos casos, os interesses que estão envolvidos. É preciso evidenciar que a narrativa histórica é construída pelo homem, que tem pontos de vista, visões de mundo, experiências etc. Isso tudo tudo varia com época, contexto social, experiência particular e do grupo imediato (minha experiência de mundo, hoje, é absolutamente muito diferente da que tem o filho do Eduardo Campos, alguém da minha geração, meu contemporâneo e com quem partilho a mesma nacionalidade).

Outro dia vi um conhecido da história postar no Facebook sobre a besteira que é dizer que “o brasileiro não tem memória da ditadura”. (Falou com aquele ar de soberba que 99% dos historiadores ostenta.) Eu mesma disse isso, mas a fala dele foi provocativa e me fez repensar muita coisa. Achei interessante e, no final das contas, o ponto dele serve para isto que estou falando, que o discurso histórico está sempre em disputa. A gente vê isso nas lutas pelo significados: ditadura, por exemplo. Quando alguém pede a volta da ditadura, entende o que por ditadura? Quando diz que é ok torturar bandido: o que é tortura, o que é bandido?

(Também queria reiterar que embora as Comissões da Verdade de outros países da América Latina tenham acontecido, eles sofrem em muitos casos dos mesmos problemas que nós com a Lei da Anistia. Embora a situação seja bem diferente da nossa em torno das significações de ditadura, preciso destacar que, ao contrário do que disse no vídeo, o resto do mundo não é perfeito em termos de legislações e tampouco encerraram o assunto.)

Por fim, gostaria de indicar um filme que foi muito importante para mim no sentido de entender mais profundamente os problemas das ditaduras na América Latina. Antes achava que tinha sido um problema apenas meu, mas as muitas falas relativizando a ditadura no Brasil e afirmando que “foram torturados apenas aqueles que caçaram briga” me fizeram repensar isso. O pesado discurso que se tem em cima da ditadura, promovido pelos grandes meios de comunicação, toca principalmente na censura. No fato de que não se poderia criticar o governo sem sofrer represálias. Mas sempre faltou falar do por que o governo seria criticado. Enfim, assistam Machuca:

Resenha: A bela Helena | Miriam Mambrini

O livro da brasileira Miriam Mambrini chegou para mim da maneira mais casual possível: me foi enviado. Geralmente opto por não receber livros para resenhas, mas a premissa deste tinha me agradado. Além disso, tratava-se de um livro que se encaixava duplamente em propósitos que tenho tentado alcançar: ler mais mulheres e dar alguma atenção a autores brasileiros.

Miriam Mambrini_A Bela Helena

A bela Helena é narrado em primeira pessoa, pela própria Helena, quena verdade se chama Talita. Na virada para o ano 2000, em vias de completar seus 60 anos de idade, Talita se vê solitária, se sente velha e no fim da vida e encontra na escrita uma maneira de olhar para trás e repensar e reorganizar sua história.

Trata-se, aliás, de uma história de perdas: uma família quebrada, com um pai que não assume a paternidade, uma mãe que se ressente de ter tido uma filha e perdido a oportunidade de crescer na vida (por meio do casamento, é verdade), relações amorosas controladoras, obsessivas e desastrosas, um filho distante. Aliás, um dos pontos que mais me chamou a atenção  no livro foi esta posição da mulher nos anos 50 e 60, que sempre existe em relação a alguém, que até deseja ser independente e parece estar prestes a se libertar de certas amarras sociais, mas permance presa pelo temor da opinião pública.

Talita/Helena vive justamente um período histórico marcado pela liberdade sexual, mas embora expresse, de certa forma, seus desejos e vontades, tem de arcar com as pesadas consequências de seus atos. Mambrini dirige sua atenção para fora dos círculos intelectuais ou de movimentos estudantis ligados às ideias de revolução sexual ou libertação feminina, localizando sua história em um ambiente conservador e intelectual e politicamente alheios aos grandes acontecimentos que marcaram a época (como viveu a maioria esmagadora da população na época). Assim, a personagem persegue sua felicidade e tranquilidade em casamentos, na tranquilidade do dinheiro que vem com um homem de boa posição social.

Aqui esteve, aliás, um dos meus grandes incômodos com o livro. Embora adote um discurso que aponta os cerceamentos impostos à mulher em uma socidade patriarcal, Talita/Helena busca o mesmo: encontrar a felicidade através de um homem. Particularmente infundada é uma relação que ela mantém por anos com um homem, Laerte, que aparece ocasionalmente em sua vida e também some do nada, sem deixar rastros. Uma situação que se arrasta por décadas, mas que em nenhum momento parece fazer sentido. Trata-se de um amor baseado no estranho prazer que a personagem sente em ser perseguida e observada de longe por um homem da qual ela nada sabe e que, quando resolve mostrar-se, abala o espírito da mocinha com seu jeito possessivo e de que alguém acostumado a dar ordens e ser obedecido. Vale lembrar, aliás, que a maioria das relações da protagonista são baseadas nessa expressão de posse e comando que o homem expressa junto à mulher e que a faz tremer os joelhos por ser objeto de desejo de um “homem de verdade”.

Outro ponto menor que me incomodou (mas aqui só estou sendo mais chatinha mesmo, admito) é o ambiente Leblon de novela do Manoel Carlos. Desde os nomes até esse pedacinho de Rio de Janeiro retratado, os dramas e mesmo o romance que tem o mesmo fundamento raso que qualquer novela, me pareceu uma obra facilmente visualizada com atores da Globo às 21h.

MiriamMambriniA escrita de Miriam Mambrini, entretanto, é leve, rápida e envolvente. Não fossem os aspectos citados que me irritaram profundamente, teria sido realmente uma leitura agradável. Não sei se, agora, escolheria um livro dela numa biblioteca ou livraria para ler, mas não descarto a possibilidade de me aventurar em alguma outra obra sua, especialmente porque, como ressaltei, é uma leitura agradável.

2stars

Título: A bela Helena
Ano de publicação: 2015
Editora: 7Letras
210 páginas

Resenha: Só para fumantes | Julio Ramón Ribeyro

Nunca tinha ouvido falar do peruano Julio Ramón Ribeyro (1929-1994). Até onde eu sei, Só para fumantes é a primeira aparição do autor no Brasil. Esta coletânea de contos nem mesmo existe em língua espanhola: trata-se de uma seleção de contos publicados em diversos livros diferentes, publicados entre 1955 e 1992. Ou seja, até hoje o autor nem mereceu uma obra sua traduzida na íntegra.

JulioRamonRibeyro

Baseada nos contos deste livro, posso dizer que não entendo como não temos mais dele por aqui. Sim, gostei muito.

Os contos de Ramón Ribeyro são atordoantes. Tratam do ordinário, do cotidiano; seus personagens são pessoas sem brilho, em muitos casos à margem da sociedade. Gente invisível em situações medíocres: uns desempregados, um poeta fracassado, gente que vive de lixo… Todos com sonhos – ou mais bem dito, ilusões tanto de um futuro, quanto do passado. Isto é algo especialmente interessante nos personagens de Ramón Ribeyro, pois tratam-se de pessoas que não apenas criam expectativas para o futuro, mas que vivem muito do passado; passado este criado, recriado, distorcido e adequado aos desejos, ilusões, medos e fantasmas do presente.

SóParaFumantesTemática constante também é a da cidade. O autor concentra-se sobretudo em centros urbanos (na maioria dos casos, Lima), evidenciando aspectos da vida urbana, denotando em muitos momentos os problemas da modernização no Peru (e poderíamos pensar, na América Latina como um todo): o desemprego, a criação das favelas, os lixões, etc. Também evidencia a fluidez da cidade, a mudança constante, o ritmo mais corrido.

Os contos buscam as mesquinharias humanas, a desilusão, o deboche e a humilhação – provocam sentimentos de nojo e pena. Entretanto, terminam sempre em tom positivo, com uma esperança. Invariavelmente esta esperança é baseada em algo pequeno, insignificante mesmo, o que nos faz pensar sobre os nossos desejos e nossos mecanismos para buscar a felicidade: nossos sonhos e expectativas mudam de acordo com nossas perspectivas.

Esta coletânea de contos de Julio Ramón Ribeyro eu um tapa na cara. Eu até queria dizer mais do que isso, mas sinceramente não consigo.

***

Os contos aqui reunidos foram publicados originalmente em vários livros diferentes. Este item trata-se de uma edição publicada, até o momento, somente no Brasil.

Título: Só para fumantes
Ano de publicação: 2007
Editora: Cosac Naify
304 páginas