Arquivo mensal: abril 2015

Bibliotecas | Caminhando pelas estantes

Outro dia descobri um espacinho em uma das bibliotecas da universidade que pode ser considerado um pequeno tesouro. Quero dizer, não é nada de outro mundo, mas para aqueles que vivem na universidade mergulhados em leituras acadêmicas, que passam o dia no campus e às vezes, entre uma atividade e outra, dispõem de meia horinha, é um pedaço de sossego misturado à alegria. Trata-se de uma parte da Biblioteca Central chamada Espaço de Leitura, um cantinho que abriga a chamada coleção literária.

É verdade que as outras bibliotecas do sistema têm obras literárias e dá para sair catando aqui e ali algumas coisas – mas imaginem o que é entrar em uma livraria com livros especialmente selecionados, organizados nas estantes por algo mais do que os amplos critérios de literatura brasileira e estrangeira e o nome do autor… E ainda por cima em um lugar repleto de cadeiras, mesas, poltronas e uns sofás convidativos – e sem precisar perguntar o preço.

Fiquei me lembrando de quando frequentava a biblioteca pública daqui, que é bem grande, em prédio do Oscar Niemeyer e tudo mais. Mas eu não ligava pra isso, ou para a famosa hemeroteca. Nem mesmo para a coleção de obras raras. Eu gostava era do acervo geral. Encontrava a partezinha que reunia o assunto que me interessava no momento e ficava ali procurando não sei o que. Procurava o próprio despertar do meu interesse.

Andar pelas estantes espiando os títulos, abrindo os livros, folheando e lendo uma página qualquer, a orelha, o sumário – isso é passear. Visitar a biblioteca me parece um programa que por si só vale a pena sair de casa, desviar do caminho, gastar uma horinha. É uma viagem que rende souvenirs.

Os meus:

Anedotas do destino (Karen Blixen), O caderno rosa de Lori Lamby (Hilda Hilst)

Leituras do mês | Março 2015

Março foi um mês tenso. Já começo dizendo que não concluí leitura nenhuma. Comecei umas, acumulei, intercalei com leituras para os estudos, desejei começar mais livros ainda… E finalmente tomei uma decisão: é preciso foco. O plano é, portanto, finalizar as leituras em andamento e escolher com mais cuidado os livros no futuro, até mesmo para eu cumprir meus propósitos de ler certas coisas que eu havia selecionado. Então vamos lá.

Lendo:

Leituras em andamento março/abril 2015

Anna Kariênina
É verdade que não avancei uma linha desde a última retrospectiva mensal, mas ainda considero que esta é uma leitura em andamento. É muito improvável que eu leia muito dele em abril, visto que tenho outras coisas que pretendo terminar, e também trata-se de um livro muito difícil de carregar.

Os trabalhadores do mar
Já deixei de lado, perdi, encontrei de novo e nada de terminar.

Far from the madding crowd
Neste eu estava indo até bem, mas acabei substituindo a leitura dele por outro livro que eu pretendia concluir ainda em março. Não deu certo, mas ainda quero finalizá-lo neste mês para pegar a estreia da adaptação cinematográfica.

Little women
Leitura conjunta com a Michelle do blog Resumo da Ópera, como parte do Desafio do Skoob (que acontece no Facebook). Nenhuma de nós duas conseguiu terminar, mas teve mais gente lendo e é possível encontrar algumas resenhas, como a da Aline Aimée do Little Doll House.

Ficciones
Para deixar de ter vergonha na cara, resolvi começar finalmente a ler livros para o projeto (até agora apenas anunciado) Por que ler os clássicos. Trata-se de um livro curto, de contos, mas de maneira alguma simples. Em um dia que tinha que pegar um ônibus para o outro lado da cidade carreguei esse livro pensando em praticamente terminá-lo e, surprise surprise, terminei UM mísero conto.

Contos de auto ajuda para pessoas excessivamente otimistas
Este, sim, é um que eu poderia ter terminado. (Resolução: sair da frente deste computador ao terminar este post e finalmente finalizar essa leitura.) E mais ainda: eu deveria ter lido há alguns meses atrás, visto que se trata de um presente do próprio autor que é meu amigo! (Estou me sentindo um péssimo ser humano neste momento.)

Como é possível perceber, na fúria de abraçar o mundo, representado pelas minhas estantes, eu fui começando e começando livros até chegar à incrível marca de seis leituras simultâneas. E é chegado o momento do basta. A intenção agora é, portanto, finalizar cinco livros (a exceção fica por conta de Anna Kariênina) para poder partir para outras leituras, as quais pretendo planejar com mais cuidado para dar conta de ler mais mulheres, os autores que desejo conhecer ou conhecer mais em 2015 e avançar no projeto Por que ler os clássicos.