Esboços: Vitor Cafaggi

Conheci o trabalho do Vitor Cafaggi no maior acaso do mundo. Estava na FIQ em 2011 por ocasião do lançamento da HQ de um colega de universidade (o Lipão – ou Garrocho, como ele assina – e seus companheiros Damasceno e Bruno Ito – acho que escreverei sobre eles também) para o qual eu havia contribuído através do Catarse, um serviço de crowdfunding. No mesmo stand estavam outros quadrinistas com seus primeiros trabalhos sendo publicados através do selo Pandemônio. Decidi, então, totalmente no escuro e no espírito ajudar artistas independentes e conhecer coisas novas, comprar mais algumas coisas. E foi assim que cheguei em “Valente para sempre”.

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É claro, eu estava atrasada nesse bonde. A essa altura do campeonato o Maurício de Souza já tinha encontrado os Cafaggi (a irmã também, Lu) e eles estavam anunciando no FIQ que iriam escrever e desenhar uma história para a Turma da Mônica.

Valente me ganhou. Foi uma das coisas mais bonitinhas que já tinha tido o prazer de encontrar, um lindo acaso. Fui correndo ler “As aventuras de Puny Parker”, tirinhas que têm como protagonista um pequeno Peter Parker, muito muito antes de virar o Homem Aranha. O espírito é bem parecido com o de “Valente”, com o pequeno Peter e suas desventuras amorosas atrás da Mary Jane. Uma fofura.

Valente para sempre

No ano seguinte, na Bienal do Livro de Minas, encontrei o Cafaggi mais uma vez sentado em seu stand e com mais um trabalho: o lindo “Duo.tone”. Indiscutivelmente uma das coisas mais lindas que já li na minha vida. O desenho, os traços delicados, as histórias simples, mas que remetem às lembranças mais queridas e fortes da nossa infância, aquelas memórias decisivas, que embora longe de serem grandiosas são partes fundamentais de quem somos, quem nos tornamos.

Duo.tone

Para mim, é disso que se trata o trabalho do Cafaggi. É sobre os pequenos grandes dramas da infância e da adolescência, como fica claro em seus quadrinhos mais conhecidos: “Valente” e “Laços” (história lançada para a Turma da Mônica). E ao tratar das memórias dessa época de nossas vidas ele consegue despertar as emoções mais queridas e fortes, porque de alguma forma aquilo que está relacionado à infância (e também à juventude de maneira geral) acabam se tornando as bases sobre as quais nos construímos.

Espero comentários sobre suas leituras do Cafaggi ou de quaisquer outros autores que provocam esses tipos de sentimentos! =)

Blog do Cafaggi: http://punyparker.blogspot.com.br/

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Uma ideia sobre “Esboços: Vitor Cafaggi

  1. Pingback: Panorama em leituras: fevereiro de 2014 | Biblioconto

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