TAG: Pense rápido – 10 livros importantes

Está circulando pelo Facebook um joguinho interessante. É para pensar rapidamente nos 10 livros que mais marcaram a sua vida, sem pensar demais. Aqui vai minha lista, em ordem de lembrança:

Crônica de uma morte anunciada, de Gabriel García Marquez
Este foi o primeiro livro que li do Gabo. E foi marcante porque foi uma sensação completamente nova: desde o título sabemos do que vai acontecer, mas aqui temos a prova de que não é o “o que” que importa, mas o “como”. É o desenrolar do dia da vila e de Santiago Násar que me marcou, assim como o desfecho, com uma frase do morto (embora ainda vivo) que me fez tremer e abrir a boca a chorar quando terminei.

Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac
Não me lembro se já tinha lido algo do Balzac a esta altura do campeonato, mas lembro da relação de amor e ódio com o personagem, com a descrição de uma sociedade podre e meio inescapável. Tem também uma descrição do meio literário e editorial bastante interessante.

O vermelho e o negro, de Stendhal
Aí está um livro que quase me matou. Foi a primeira vez que tive tantos sentimentos diferentes em relação a um mesmo personagem, o que deu a ele o caráter mais humano que eu já tinha experimentado até então.

As brumas de Avalon, de Marion Zimmer Bradley
Quatro livros que marcaram minha adolescência, a história dos cavaleiros contada do ponto de vista das mulheres foi minha introdução a todo um mundo mágico e personagens mundialmente conhecidos. Além disso, foi também meu primeiro contato com uma outra história que não a católica a respeito da religião, quando comecei a pensar que o que até então era óbvio pra mim, podia sim ser contestado.

Os irmãos Karamazov, de Dostoiévsky
Para ser sincera, nao me lembro de nada deste livro, apenas das relações conflituosas entre os irmãos e o pai e como fiquei pensando que aquela era uma história sem certo, muitos errados, mas poucas atitudes a serem realmente contestadas.

Viagem ao centro da Terra, de Júlio Verne
Colocaria aqui também outros livros de Júlio Verne, mas este foi o primeiro que li dele, quando super aventuras se desenrolavam frente aos meus olhos. Era um filme lido!

Os três mosqueteiros, de Alexandre Dumas
Capa e espada. Eu adorava isso! E apesar de não saber bulhufas de história, muito menos de história da França, achava ultra legal os episódios históricos misturados às vidas dos mosqueteiros. Incluiria também outros, como “O homem da máscara de ferro” e “O visconde de Bragelonne”.

O lobo da estepe, de Hermann Hesse
Fiquei sem chão. O “Tratado só para loucos” dentro deste livro foi aquele típico “mind blowing”, nunca imaginei que aquilo tudo podia ser dito. Algumas verdades absolutas (de tão absolutas, nem eram pensadas) contestadas com fundamento, a discussão de identidades… Dizem que é um livro pra ser lido na adolescência. Se for assim, ainda bem que li mesmo nessa época.

O inimigo secreto, de Agatha Christie
Lá pelos meus 9, 10 anos eu comecei a devorar uma mini coleção de Agatha Cristie que existia na minha casa. Achava que deveria ser muito bom, já que tínhamos vários, mas meu pai insistia que não prestava. Eu adorava. Foi com Agatha Christie que aprendi a usar “naturalmente” a torto e a direito, bem tipicamente inglesa. Este livro em particular nem tem o famoso Monsieur Poirot, mas teve o vilão mais assustador do qual me lembro: o cara mais normal do mundo, impossível de ser descrito. Tive um super calafrio quando foi revelada a identidade dele e até deixei o livro cair no chão.

O preconceito linguístico, de Marcos Bagno
Nos últimos anos da escola, minha excelente professora de português, que no dia-a-dia seguia o programa e ensinava gramática, deu esse livrinho aí pra gente. Não posso dizer que foi um choque pra mim, mas certamente este livro me marcou na medida em que me fez olhar muito mais criticamente para tudo – afinal de contas, repressão, preconceito, controle social, alienação… isso tudo estava em lugares nos quais normalmente nem pensamos.

E aí está minha lista. Para algumas pessoas deve vir tudo muito mais fácil, mas olhando agora, por alto, esta lista dá um bom panorama da minha formação como leitora. Talvez o ideal seria colocar em ordem de leitura na vida, mas talvez da maneira que está fique mais claro quais são as obras que mais se firmaram na minha vida como fundamentais.

Deixe nos comentários a sua lista!

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